[Radar] Conheça o witch-house viciante de oOoOO
Um dos gêneros mais interessantes derivados da eletrônica do fim dos anos 2000 é o witch-house. A sonoridade, que flerta com o hip-hop e remete à filmes de terror, é propositalmente suja e ruidosa, carregada de sintetizadores e sons ambientais, além de contar com um apelo visual muito forte, carregado de figuras do ocultismo, xamanismo e feitiçaria.
Dentro do estilo, um dos nomes de grande destaque atende por Chris
Dexter Greenspan, mais conhecido como oOoOO – pronuncia-se “Oh”, como o
som de um fantasma. O produtor, originário de São Francisco, Estados Unidos, possui
canções de sonoridade nebulosa e densa, geralmente levando o ouvinte a
experimentar sensações de agonia e medo ao executar faixas carregadas de experimentalismo
e sons ambientes.
Em 2010, oOoOO lançou seu primeiro registro de estúdio, um
compacto sem título de seis faixas gravado em CD-R limitado à 100 cópias, sendo
cada uma possuidora de uma arte exclusiva, feita pelo próprio músico. Na mesma
época, contribuiu com os nova-iorquinos do White Ring no single “Roses / Seaww”.
Após isso, divulgou seu segundo EP, auto-intitulado, de faixas como “Mumbai”, “Burnout
Eyess” e “Hearts”.
Já em 2012, pelo selo Tri Angle, Greenspan divulgou o terceiro
EP de sua breve carreira, ‘Our Loving is Hurting Us’, seguido do álbum
de estreia ‘Without Your Love’ (2013), lançado pelo selo Nihjgt Feelings.
Juntamente com Salem e White Ring, oOoOO é listado como um dos pioneiros no
gênero, que teve seu conceito criado como uma brincadeira em meados de 2009, e que
mais tarde foi reconhecido oficialmente por nomes como Pitchfork.
